Matéria Invísivel
As oficinas para 5.º ano, Matéria Invisível, fazem parte de um programa desenhado por Rebecca Mateus e partem da exploração de elementos e processos naturais muitas vezes imperceptíveis no quotidiano, procurando abordá-los através do corpo, do movimento e de jogos educativos.
Na atividade Solo, ciclos invisíveis, são explorados os solos enquanto “pele da terra” e mundo invisível que sustenta a vida. A sessão aborda o ciclo orgânico e mineral, incluindo o ciclo das rochas, as estruturas e texturas do solo, os seus horizontes e a erosão, bem como a biodiversidade, as teias tróficas e o ciclo da matéria orgânica. Esta exploração é feita através do movimento e da dança, com recurso a jogos educativos.
Em Matérias da vida, são trabalhadas relações e estruturas invisíveis como teias tróficas, células, sementes, florestas e ciclos. A atividade destaca a importância dessas relações na organização da vida e no equilíbrio dos ecossistemas, recorrendo igualmente ao movimento do corpo e a jogos didáticos para explorar estas noções.
A atividade Pintar com plantas, dinamizada por Admila Cardoso, centra-se na exploração de pigmentos naturais presentes nas plantas e no solo. Através de experiências e brincadeiras serão extraídos pigmentos e exploradas as suas possibilidades no desenho e na pintura.
Em conjunto, estas oficinas apresentam diferentes abordagens para explorar elementos naturais e processos invisíveis, combinando práticas de movimento, jogos educativos e experimentação com materiais naturais.

Rebecca Mateus (Lisboa) é bailarina, performer, ativista, bióloga e ecóloga, com raízes familiares na região de Alcanena. O seu percurso cruza ciência, arte e educação, articulando práticas ecológicas, pensamento feminista e criação artística.
Licenciada em Biologia e mestre em Ecologia e Gestão Ambiental pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, é cofundadora da associação ambiental Dunas Livres e integra o coletivo HortaFCUL desde 2012. Atualmente colabora com a ONG upfarming em projetos que relacionam agricultura urbana, saúde mental e comunidade.
Paralelamente, desenvolveu um percurso nas práticas circenses, na dança e na performance, com especial enfoque nas danças de rua e clubbing, destacando-se a housedance. Integra atualmente o coletivo Orchidaceae e tem colaborado com artistas como Piny, Marcelo Evelin, Diana Niepce, Lúcia Afonso e Emma Backlund. Em 2023 criou ECOAR, peça selecionada para a Mostra Nacional de Novos Criadores da Gerador. O seu trabalho explora o corpo como espaço de expressão poética e política, em diálogo com a ecologia, a transformação e as formas de coexistência.
Admila Cardoso (1996, Cabo Verde) é uma entusiasta da Natureza, encantada pelas possibilidades e processos de criação, de curiosidade imensa, sempre à procura de aprender e desenvolver capacidades.
Transita artisticamente na Dança, Teatro e Circo como performer, co-criadora e formadora integrando projetos. Desenvolve projetos próprios de trabalho com ervas medicinais/cosmética artesanal (Crianourish) e dinamiza oficinas educacionais-artísticas (Criar com Natureza) em pontes com temáticas ambientais, sociais e culturais.